O RPA vem ganhando projeção no mundo todo, acelerado pelas demandas da Covid-19, evidentemente, pois as empresas precisaram recorrer aos processos robóticos para continuarem seus negócios. Mas não apenas por isso. “Na medida em que os gestores percebem os benefícios da automação, como eficiência operacional, redução de custos e riscos e mesmo mais oportunidades de crescimento de carreira para os colaboradores, o RPA escala nas organizações e todos saem ganhando”, avalia Edgar Garcia, diretor comercial da UiPath para a América Latina.

O Banco Carrefour, por exemplo, conseguiu economizar 56 mil horas de trabalho repetitivo com a automatização de processos. A Volkswagen levou 27 horas para executar um trabalho que levaria 16 mil horas se fosse manual.  Garcia comenta esses exemplos e enumera os principais benefícios percebidos pelas empresas que investem em automação de processos via RPA e cada vez mais combinada às novas tecnologias:

1.    Aumento de engajamento dos funcionários. Segundo o executivo, ainda é comum as pessoas associaram automação à desemprego, mas os exemplos de que na prática o que ocorre é até mesmo mais contratações só crescem “uma grande rede varejista dos Estados Unidos automatizou seus processos e, trabalhando com mais eficiência, conquistou mais clientes. Como resultado, houve a necessidade de contratar um grande contingente de pessoas”, destaca. Para Garcia, vale lembrar que os funcionários que atuam em empresas automatizadas deixam de executar tarefas repetitivas para assumir posições mais analíticas e que, portanto, contribuem para seu crescimento profissional.
2.    Melhora na experiência do cliente. Mais eficiência operacional impacta diretamente nas entregas aos clientes, levando a mais fidelização, segundo Garcia. “Vimos um case muito interessante de uma grande empresa de contact center que elevou seu NPS (Net Promoter Score, métrica de lealdade do cliente) em mais de 10% após a automatização de processos”, exemplifica o executivo.
3.    Minimização de riscos e garantia de conformidade nas operações. Na avaliação do diretor da UiPath, é possível alcançar 100% em precisão de processos com a automatização. “Há setores que são bastante ‘penalizados’ com erros, riscos e fraudes, como as instituições financeiras. Mas é possível minimizar isso e trazer mais retorno à empresa”. O executivo destaca o exemplo do Banco Carrefour que só em 2020, reduziu 56 mil horas de trabalho repetitivo, com 166 processos automatizados em 36 áreas do banco. “O Banco Carrefour mapeou os pontos estratégicos para automatizar, percebeu os resultados e agora a automação ganha cada vez mais escala na empresa, liberando profissionais para atividades estratégicas de verdade para o negócio”, explica. Caio Garcia Gomes de Lara, Coordenador de Desenvolvimento TI – Robotização do Banco Carrefour, do Banco Carrefour, destaca que uma das demandas da instituição beneficiadas pela automação foi a de Chargeback, usado para definir o processo de Disputa entre Estabelecimento, Bandeira e Banco, em decorrência de algum erro ou fraude. “Conseguimos fazer a prevenção de perdas financeiras na base de quase 14 milhões de reais em um ano, graças à automação de processos com a UiPath”, afirma.
4.    Aceleração do crescimento da empresa e eficiência operacional – empresas mais eficientes, crescem mais rápido. Na visão do executivo, o RPA será a base tecnológica para o crescimento das empresas. Cada vez mais elas pensarão como serem totalmente automatizadas, pois já estão colhendo os benefícios dessa automação.

Garcia destaca a Volkswagen como outro case importante de redução de riscos operacionais. “Precisávamos administrar o alto volume de dados nos relatórios de inventário fornecidos pelos planos de montagem de engenharia e pelos chamados BOMs – Bill of Materials. Era necessário fazer isso com precisão para evitar atrasos na reconciliação que poderiam resultar em inconsistências de estoque. A princípio fizemos isso de forma praticamente manual, mas o aumento repentino de demanda exigiu que buscássemos outra solução”, relata Jarbas Simões de Carvalho, Lead de RPA da Volkswagen. “O tempo estimado para processar todas as informações consumiria 16 mil horas e com a robotização isso caiu para 27 horas”, completa.

“A tendência é que inteligência artificial e modelos de machine leaning sejam cada vez mais incorporados às soluções de RPA. Os robôs aprenderão no decorrer da execução de suas atividades e entregarão seus trabalhos com mais inteligência. E longe de tirar empregos, a eficiência operacional gera entregas melhores, mais satisfação do cliente, mais demanda pelos produtos ou serviços e, com isso, necessidade de contratação de mais profissionais. É um ciclo virtuoso e quem já entrou nele, quer expandi-lo cada vez mais!”, afirma o executivo.

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