Com uma grande procura  por soluções digitais, experiências que vão além de um produto de qualidade e um consumidor altamente exigente, os varejistas se preparam cada vez mais para atender às demandas do mercado no próximo ano.

Para Emerson Moreira, CEO da Vertem, primeira holding focada no desenvolvimento de ecossistemas de negócios, mais uma vez, vemos um mercado em que as soluções tecnológicas desempenham papel importantíssimo no futuro do setor. “Com a tecnologia intrínseca nas demandas do varejo, é possível observarmos tendências que pedem ainda mais eficiência. Quando colocadas em prática, vemos um aumento de lealdade dos clientes à marca e, consequentemente, um aumento nos lucros.”
Moreira listou abaixo quatro das principais tendências para o mercado varejista em 2022:

Experiência phygital
Os meios tecnológicos ganharam espaço significativo na vida do consumidor. Com o avanço da vacinação e retomada gradativa do presencial, o consumo físico também volta a retomar sua importância e, agora, vemos a coexistência das duas realidades: o físico e o digital. O termo phygital faz referência à integração entre os dois ambientes, proporcionando sua essência por meio da promoção de uma experiência híbrida. Incorporado nas estratégias omnichannel, conceito que defende a integração entre todos os canais de uma mesma empresa ou marca, o phygital se adapta à necessidade do consumidor, promovendo uma experiência personalizada, de maior qualidade e, consequentemente, aumentando a chance de fidelização do cliente.

Customer centricity
Oferecer apenas um produto de qualidade com um bom custo benefício já não é mais o suficiente e a experiência oferecida na hora da compra passou a fazer toda a diferença. O termo customer centricity defende o cliente como centro de ações de uma determinada empresa ou marca, ou seja, todas as decisões tomadas devem levar em consideração o que é melhor para o seu público. O foco no consumidor deve ter início no planejamento de um processo de vendas e ser continuado até a estratégia pós-venda, afinal, essa experiência customizada é o que vai ajudar para que o cliente seja fidelizado. Para o CEO, empresas que trabalham fielmente com customer centricity não somente aumentam a fidelização do público, mas também ganham mais credibilidade e boa reputação, além de diminuir o CAC - custo de aquisição de cliente.

Preocupação com iniciativas ESG
Apesar do seu surgimento em 2004, a sigla que representa práticas sociais, ambientais e de governança passou a ganhar força apenas nos últimos anos. As empresas se viram em uma situação na qual a maneira como atuam e os princípios que pregam são tão importantes quanto os serviços oferecidos, principalmente frente à uma geração cada vez mais criteriosa na hora da compra. Adotar práticas que apoiem o ESG traz benefícios de fidelização do cliente, boa reputação, além de uma margem de apoio para possíveis investidores. Segundo Emerson, no momento atual, é necessário perceber que as empresas estão todas inseridas em um mesmo ecossistema e que trabalhar em prol desse ecossistema  passa a ser uma necessidade.

Investimento em cibersegurança
De acordo com a Fortinet, empresa especializada em segurança digital, foram registradas mais de 16 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no Brasil apenas no primeiro semestre do ano. A pandemia de Covid-19 impulsionou o consumo através do comércio digital, o que consequentemente acarretou no aumento de riscos de insegurança online tanto para quem compra quanto para quem vende. Apesar da visível contenção da pandemia ao redor do mundo, a probabilidade é que as compras on-line continuem sendo preferência por parte do público consumidor, o que demanda um alto investimento em soluções de segurança cibernética para o próximo ano.

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