Os consumidores não estão apenas mais preocupados com a proteção de dados. Agora, eles querem ter maior controle de acesso às informações pessoais e transparência na forma como elas são utilizados pelas empresas, segundo o relatório "Privacidade: o que vem a seguir?" (do inglês, "Privacy technology: What's next?") da KPMG. Ainda de acordo com o conteúdo, violações de dados, problemas de segurança, personalização de serviços on-line, táticas de publicidade invasivas e compartilhamento de dados do consumidor são alguns dos transtornos sofridos pelos usuários atualmente.

De acordo com o relatório, os usuários estão atentos sobre a forma como as empresas de hoje estão usando e protegendo dados pessoais dos clientes. Essa demanda crescente tem levado a questão da proteção de dados para o topo da agenda dos conselhos de administração e aos órgãos reguladores. Segundo o material, mais de cem países já publicaram leis de privacidade de dados.

O estudo também aponta que, em resposta ao atual cenário, as organizações estão desenvolvendo sistemas e programas de privacidade. Neste sentido, à medida que a próxima geração da tecnologia se aproxima, três áreas principais ganham destaques: adaptação de processos; gerenciamento e governança de dados pessoais; gerenciamento de riscos e compliance.

"As novas tendências do consumidor, de canais de mídia social à grande mudança para compras on-line e experiências personalizadas do cliente, estão gerando uma grande demanda por dados. Enquanto isso, tecnologias emergentes como 5G, internet das coisas e inteligência artificial estão prontas para aumentar a conectividade e a circulação de informações. Neste contexto, a privacidade está se tornando parte da infraestrutura crítica das empresas e uma abordagem integrada para o cumprimento da privacidade em todas as atividades de negócios se torna fundamental", ressalta o sócio-líder de segurança cibernética da KPMG, Leandro Augusto.