Você já deve ter ouvido falar da palavra acima. Georecrutamento! Recrutamento + Geo. É um termo novo, muito utilizado pelas grandes multinacionais que já entenderam que para reter o profissional precisam ir além do pacote benefício + salário + plano de carreira. No trânsito limitador das grandes cidades (um fato cada vez mais comum e repetitivo), as pessoas querem perder menos tempo no deslocamento casa – trabalho (e vice-versa). Se o home office criou um abismo entre os que são contra e os que são favoráveis, a questão de empregar trabalhadores que moram perto é um consenso. E entre todos. O profissional fica feliz, pois tem mais tempo para o lazer, para a família e até para desenvolver outro trabalho (e ganhar mais). A empresa ganha em produtividade, pois tem um trabalhador mais feliz e motivado. Portanto, mais produtivo.
 
Voltemos à palavra do título. Recentemente, conversando sobre o tema, respondi: Georecrutamento é uma vaga que cruza os dados residenciais do candidato para indicar uma vaga próximo da residência dele. Essa inclusive é uma tendência cada vez mais forte. O georecrutamento é nada mais que recrutar pela geolocalização. Ou seja, encontrar pessoas para trabalhar que estejam em um raio de até quatro quilômetros. Temos difundido o conceito pelas empresas. E hoje, com a internet e com as ferramentas de geolocalização (a mesma usada pelos aplicativos de táxi), basta ter o CEP do profissional para conseguir acabar com um problema que surgirá lá na frente. Um pedido de desligamento do profissional por que ele mora longe.
 
E se a geografia auxilia o departamento de Recursos Humanos na hora de recrutar. A matemática vai ajudar o departamento financeiro a fechar a conta, principalmente, em tempos de crise, em que qualquer solução viável é a grande ideia.
 
Temos números alarmantes sobre perdas causadas pela rotatividade. As empresas podem perder até R$ 200 milhões por ano com gastos gerados pela rotatividade. Por exemplo, uma empresa de call center, com turnovermensal de 10%, 10 mil funcionários com salario médio de R$1.000 conseguiria economizar R$ 22,8 milhões ao ano, utilizando contratações via geolocalização.
 
Acostumem-se, pois o georecrutamento vai salvar a sua empresa.
 
Jacob Rosenbloom é CEO da Emprego Ligado

Leia mais

Como vencer os desafios em sua carreira este ano

Como a realidade aumentada pode ajudar no treinamento?

Videoconferência, uma tendência para o mercado de recrutamento e seleção