Mais de seis meses se passaram desde que as ordens de isolamento social no mundo inteiro mudaram o trabalho para sempre. Aqui na Microsoft, nós estamos estudando esse novo mundo do trabalho de perto para podermos nos adiantar aos desafios e criar tecnologias que atendam às necessidades dos nossos clientes, em constante transformação. Nesse cenário, uma pergunta importante surgiu: Enquanto os líderes se preocupam se as pessoas serão ou não "produtivas" ou se as pessoas vão trabalhar de maneira sustentável, como nós podemos ajudar os nossos clientes a priorizar o bem-estar de toda a sua equipe?  

Este relatório do Índice das Tendências de Trabalho examina como a pandemia afetou o bem-estar no trabalho no mundo inteiro. Estudamos como os padrões de produtividade no Microsoft Teams se modificaram desde o início deste ano e analisamos mais de 6.000 trabalhadores de linha de frente e do setor de informação em oito países: Austrália, Brasil, Alemanha, Japão, Índia, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos. O relatório inclui também estudos do grupo da Microsoft Research que ajudam a entender os benefícios surpreendentes para a produtividade das nossas antes odiadas idas diárias ao trabalho. 

Inspirados por essa pesquisa e por conversas que tivemos com clientes, hoje, na nossa conferência anual Ignite, estamos iniciando uma longa jornada para desenvolver as nossas ferramentas de produtividade para promover  o bem-estar individual e a resiliência organizacional. Estamos iniciando hoje com uma ida virtual ao trabalho no Microsoft Teams que vai ajudar você a se preparar para o seu dia e fazer um processo consciente de se desconectar à noite. Fizemos também uma parceria com o Headspace para incluir várias experiências de meditação e mindfulness especialmente selecionadas no Teams. Em apoio aos gerentes e líderes que definem a cultura das empresas, novos insights no Teams mostrarão como o trabalho está sendo realizado e o impacto que isso tem no bem-estar do funcionário. E, por último, novas experiências no Teams para Trabalhadores da Linha de Frente vão fornecer às pessoas os recursos necessários para poderem fazer seu trabalho com mais segurança.  

Dito isso, vamos dar uma olhada no que descobrimos. 

Principais conclusões

1.    A pandemia aumentou o esgotamento profissional, em alguns países mais do que em outros
2.    As causas do estresse relacionado ao trabalho são diferentes para os trabalhadores remotos e os trabalhadores de linha de frente
3.    Depois de seis meses, as comunicações aumentaram e os limites diminuíram
4.    Não ter que sair de casa para ir ao trabalho pode estar prejudicando, e não melhorando, a produtividade dos trabalhadores remotos
5.    As pesquisas revelam como a meditação pode ajudar a lidar com a exaustão e o estresse durante o dia de trabalho

A pandemia aumentou o esgotamento profissional, em alguns países mais do que em outros
Se você estiver se sentido sobrecarregado(a) no trabalho ultimamente, saiba que não é só você. Mais de 30% dos trabalhadores de linha de frente e do setor de informações que fizeram parte do nosso estudo disseram que a pandemia aumentou sua sensação de esgotamento profissional. Uma coisa importante que a nossa pesquisa revelou foi que cada pessoa está vivenciando essa tempestade de uma maneira diferente. Estamos todos na mesma tempestade, mas encarando-a em barcos diferentes.

Por exemplo, 44% das pessoas no Brasil estão se sentindo mais exaustas em comparação com 31% nos Estados Unidos  e 10% na Alemanha. A exaustão pode ser atribuída a vários fatores, mas o gráfico abaixo mostra como os dias de trabalho mais longos têm um papel na sensação de exaustão. Por exemplo, os trabalhadores na Austrália tiveram o maior aumento na duração da jornada de trabalho no Microsoft Teams1 (45%) e um aumento médio da exaustão. Os trabalhadores na Alemanha tiveram poucas mudanças na sua jornada de trabalho ou na sensação de exaustão. 

As causas  do estresse relacionado ao trabalho são diferentes para os trabalhadores remotos e os de linha de frente  
Pedimos aos trabalhadores que classificassem os principais fatores responsáveis pelo estresse relacionado ao trabalho, numa lista de doze opções. O principal agente estressor, mundialmente, foi a preocupação em contrair COVID-19, seguido pela falta de separação entre o trabalho e a vida pessoal, a sensação de desconexão dos colegas, e horas de trabalho ou uma carga de trabalho difíceis de administrar. Para entender como os agentes estressores variam entres os trabalhadores remotos  e os de linha de frente, aprofundamos um pouco mais a nossa pesquisa.  O principal fator de estresse para os trabalhadores de linha de frente estava de acordo com o que tínhamos visto mundialmente: a preocupação em contrair COVID-19. E isso faz sentido, porque nosso estudo também revelou que quase 30% dos trabalhadores não receberam de sua empresa os equipamentos tecnológicos ou de proteção necessários para  que pudessem manter o distanciamento social.  Entre os agentes estressores mencionados pelos trabalhadores remotos, a falta de separação entre trabalho e vida pessoal e a sensação de desconexão dos colegas foram os mais frequentemente apontados.

Depois de seis meses, as comunicações aumentaram e os limites diminuíram
Depois de identificarmos a falta de separação entre trabalho e vida pessoal, assim como horas de trabalho difíceis de administrar como os principais agentes estressores relacionados ao trabalho, investigamos os padrões de uso no Teams para obter mais informações. Nossos dados mostram que mesmo depois de mais de seis meses das primeiras ordens para trabalhar de casa, as pessoas estão participando de mais reuniões, atendendo a mais chamadas não programadas, e tendo que lidar com mais mensagens que chegam do que faziam antes da pandemia. Conversas após o horário comercial, ou entre 17 horas e meia-noite, também aumentaram. O mais interessante é notar que a quantidade de usuários do Teams enviando essas mensagens depois do horário comercial mais do que dobrou. Ou seja, existe todo um grupo de pessoas que nunca tocavam no teclado depois das 17 horas, antes da pandemia, mas que agora fazem isso.  

Não ter que sair de casa para ir ao trabalho pode estar prejudicando, e não melhorando, a produtividade dos trabalhadores que trabalham remotamente
Aqueles entre nós que se sentem especialmente exaustos depois de um longo dia de trabalho remoto não estão de maneira alguma sozinhos. No nosso estudo, um terço dos trabalhadores remotos disseram que a falta de separação entre o trabalho e a vida pessoal está afetando negativamente seu bem-estar. Estudos do grupo da Microsoft Research nos ajudam a entender como as nossas antes odiadas idas diárias ao trabalho na verdade ajudavam a manter a separação entre trabalho e vida pessoal, e a nossa produtividade e bem-estar também. 

“As idas diárias ao trabalho fornecem períodos sem interrupção para fazer a transição, mentalmente, entre ir e voltar do trabalho, o que é um aspecto importante do bem-estar e da produtividade. As pessoas dizem: ‘Que bom não ter mais que sair de casa para trabalhar. Estou economizando tempo’. Mas sem uma rotina para se preparar e aumentar seu nível de energia para o trabalho e depois relaxar, estamos emocionalmente exaustos no final do dia”, explica Shamsi Iqbal, principal pesquisador da Microsoft Research.

Em 2017, um grupo de pesquisadores da Microsoft decidiu avaliar os benefícios que o tempo gasto nas idas diárias ao trabalho trazia. No estudo, um assistente digital usava conversas de chat para ajudar os participantes a se preparar para o trabalho no começo do dia e a relaxar do trabalho no fim, fazendo uma série de perguntas. Algumas perguntas eram relacionadas a tarefas, por exemplo: "O que você precisa fazer hoje?" Outras eram relacionadas a emoções e eram feitas para ajudar os participantes a refletir, por exemplo: "Como você se sentiu em relação ao seu dia?" Os participantes classificavam sua produtividade a cada hora numa escala de 1 a 5, medindo a produtividade dessa forma durante uma semana e utilizando o assistente digital, e durante uma semana sem ele. O estudo revelou que 6 em 10 pessoas (61%) sentiam que eram mais produtivas quando o assistente digital as ajudava a se preparar para o trabalho e para relaxar do trabalho depois. A produtividade aumentou de 12% a 15%, em média. 

Como a pesquisa revelou que algumas pessoas respondem melhor a perguntas sobre emoções do que àquelas que são sobre tarefas, criamos a nova experiência virtual de ida ao trabalho no Teams para atender às suas preferências. Você poderá personalizar a sua experiência com várias atividades sugeridas, inclusive meditação com o Headspace, reflexões sobre o seu dia, ou ajuda para concluir tarefas pendentes pelo Teams e pelo Outlook. 

As pesquisas revelam que a meditação pode ajudar a lidar com a exaustão e o estresse durante o dia de trabalho
Entre as pessoas que entrevistamos,  7 entre 10 (70%) disseram que a meditação pode ajudar a diminuir seu estresse relacionado com o trabalho. Esse número passou para 83% entre as pessoas que cuidam dos filhos ou com filhos que estão estudando em casa. As pesquisas comprovam isso: a meditação constante com o Headspace pode diminuir o estresse e a exaustão e melhorar a sua capacidade de reagir a um feedback negativo. É por isso que, além de oferecer conteúdo de meditação especialmente selecionado e práticas de mindfulness com o Headspace para a nossa experiência de ida diária ao trabalho no Teams, vamos oferecer o recurso de dedicar um tempo para fazer uma pausa de atenção plena (mindfulness) a qualquer momento,  antes de uma reunião importante, digamos, ou quando você precisar se concentrar num projeto importante.  

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