O Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos) e o Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing) acabam de celebrar a convenção coletiva de trabalho 2016, que definiu piso salarial e o índice de reajuste para os empregados do setor.

Mesmo num momento em que o país atravessa grave crise econômica e a estimativa de crescimento para o setor de call center em 2016 é de apenas 1,1%, os legítimos representantes da categoria conseguiram assinar um acordo favorável, em que o piso salarial para os empregados com jornada de trabalho de 180 horas mensais passa a ser de R$ 890,00. Já para os supervisores de operação, com jornada de 220 horas mensais, a convenção estipulou o piso de R$ 1.398,00. Nos dois casos o novo piso passa a vigorar retroativamente a partir de 1º de janeiro deste ano.

Acompanhando as tendências do mercado, a convenção coletiva estabeleceu também que o índice de reajuste salarial para todos os empregados é de 6,0% sobre os salários vigentes em 31/12/2015. “Embora o setor esteja esperando um ano de receitas menores e perda de rentabilidade, as entidades patronal e laboral buscam com a convenção coletiva, contribuir para a manutenção do emprego no setor de call center”, argumenta Stan Braz, diretor executivo do Sintelmark.

Apesar de previsões para este ano apontarem um decréscimo da contratação de mão de obra da ordem de 2,16% em relação ao ano passado, as duas entidades sindicais da categoria se comprometeram, durante a negociação para a assinatura da convenção coletiva, a reunir esforços para a manutenção dos postos de trabalho em todos os segmentos do setor.

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