Você investe em treinamento na sua empresa? Sabe o quanto tem de retorno com isso? A primeira resposta foi sim e a segunda não. Você está seguindo a maioria das empresas. Segundo uma pesquisa feita com os CEOs da lista Fortune 500 - considerados os melhores dirigentes de empresas do mundo - mostrou que 90% deles gostariam de saber como os programas de treinamentos impactam em pelo menos um dos cinco objetivos principais da empresa. Apenas 8% afirmaram que tem alguma informação sobre o assunto, 74% queriam saber qual o ROI dos treinamentos e apenas 4% afirmaram que tinham alguma informação a respeito.

É exatamente isso o que queremos saber e o Return On Investiment (ROI) vai te responder. Para se obter o ROI de qualquer coisa é necessário adotar uma metodologia baseada em técnicas e fórmulas matemáticas que conseguem mostrar os resultados efetivos do que se está avaliando. Ou seja, ele pode apresentar o quanto à empresa teve de lucro efetivo com o investimento em treinamento.

E isso serve para tudo que é investido dentro de uma empresa: publicidade, novos funcionários, novas aquisições, etc. Enfim tudo precisa ser avaliado e o resultado tem que ser positivo para a empresa. Além disso, você deve ver que o seu projeto de treinamento está concorrendo com outros projetos internos. Ou seja, a verba está sendo disputada e você precisa ter argumentos reais para receber o budget.

De acordo com a Metodologia Phillips ROI, criada por Jack Phillips, existem cinco níveis de avaliação: “Reação, Satisfação e Ação Planejada”; “Aprendizado”; “Aplicação e Implementação”; “Impacto”; e o “Retorno Sobre Investimento”. Para Phillips, o motivo para trabalhar os dados da avaliação em níveis é que isto simplifica na hora de relatar os dados obtidos.

  • O primeiro nível trata dos dados que representam a satisfação e a reação dos participantes em relação ao programa de treinamento e suas ações planejadas.
  • No segundo nível, os dados representativos do treinamento em que os participantes adquiriram novos conhecimentos e habilidades são analisados. Essa categoria de dados também analisa o nível de confiança dos participantes em sua capacidade de aplicar o que aprenderam.
  • No terceiro nível, os dados determinam o quanto os participantes aplicaram efetivamente seus novos conhecimentos e habilidades. Essa categoria inclui ainda dados que descrevem as barreiras encontradas para a aplicação e os elementos de apoio desse processo.
  • No quarto nível, a avaliação se dá pela aplicação do conhecimento e habilidades adquiridos pelos participantes e se influenciou positivamente no que precisava melhorar como resultado do treinamento.
  • No quinto e último nível, as medidas de impacto são convertidas em valores monetários e comparadas aos custos do treinamento. Nesse momento, pode haver melhorias em produtividade, por exemplo, mas é necessário determinar o valor monetário disso e seu custo para que se faça o cálculo do ROI. Se o valor da melhoria exceder o seu custo, o cálculo resultará em um ROI positivo.

Sei que não é uma tarefa fácil, mas é necessário ter esse feedback da área de treinamento, as justificativas para não calcular o ROI são as mais diversas possíveis, desde a falta de tempo, falta de credibilidade dos dados, até medo dos resultados. Mas a verdade é que nos dias atuais não é possível mais uma empresa investir sem saber com certeza os resultados obtidos, ou seja, se você não fizer esta conta, outros farão por você, e aí pode ser tarde demais. Pense nisso.

Luiz Alexandre Castanha é administrador de Empresas com especialização em Gestão de Conhecimento e Storytelling aplicado a Educação

Leia mais

Mulheres são maioria em empresa do interior de São Paulo

As consequênias positivas de uma boa liderança

Retenção de talentos é palavra de ordem