A AlmavivA, multinacional italiana de TI e comunicação, está no Brasil há dez anos e seus executivos nunca esconderam que um dos planos da empresa para o País era a de ser a maior do setor. Hoje, ela ainda não é a maior, mas é a terceira do mercado, com mais de 34 mil funcionários e faturamento acima dos R$ 921 milhões. Atualmente, ser a primeira não é o principal, mas, de acordo com Francesco Renzetti, CEO da AlmavivA do Brasil, o foco é manter a qualidade do atendimento e a rentabilidade dos acionistas.

“A AlmavivA do Brasil veio ao Brasil com claro propósito de ocupar um espaço entre as principais lideranças do setor e esse foi um objetivo alcançado. Ainda mais se levarmos em conta que nossa receita não é derivada de nenhum processo de spin off ou de reestruturação de grandes grupos”, explica Renzetti. “Nosso foco, entretanto, é garantir qualidade na ponta aos clientes e rentabilidade aos acionistas”.

Mas a atuação da empresa se diferencia da de outras multinacionais, que também chegaram com o mesmo discurso, e, até hoje, mantêm-se pequenas. “O sucesso da AlmavivA do Brasil reside, particularmente, em três fatores: tomada rápida de decisões, excelência operacional adquirida de nossa experiência em mercados maduros e o fato de termos aproveitado as oportunidades em um momento de crescimento do mercado brasileiro”, afirma o executivo. E, segundo ele, para que a empresa continue em crescimento será necessário “acelerar a evolução dos serviços ofertados por meio da inovação desses serviços e modelos comerciais”.

A caminho do interior
Uma das formas de se destacar é descentralizando seus sites. Hoje, a AlmavivA mantém operações em São Paulo, Minas Gerais, Brasília, Alagoas, Sergipe e Piauí, com planos de abrir novos sites no Nordeste. “Entendemos que a não concentração geográfica é benéfica pela existência de uma boa oferta de infraestrutura em outras regiões do País e potencial de qualificação de mão de obra, além de benefícios fiscais que hoje são muito raros nos maiores centros. Expandir em outras cidades, como muitas empresas de contact center também fazem, contribui para a revitalização de zonas degradadas, gera empregos e estimula economias locais”.

E como o consumidor percebe esse atendimento? Renzetti é enfático ao afirmar que “a diversidade de origens e sotaques precisa ser vista com orgulho e não deveria ser razão de preocupação das pessoas ou empresas”, afinal, o importante é a “qualidade das chamadas, independentemente de quem as atendam”.

Crise não afeta a empresa
De acordo com a ABT, o setor de contact center sofrerá retração esse ano o que pode causar um corte de 5% nas vagas disponíveis. Já, segundo a e-Consulting, o mercado crescerá pífios 1,1% em 2016. “A retração do mercado é bastante evidente”, afirma Renzetti, que também destaca que essa não é a realidade da AlmavivA. “A AlmavivA tem tido o privilégio de ir na contramão desse cenário. Para este ano, projetamos mais uma vez um crescimento bem acima da inflação e investiremos R$ 40 milhões na operação brasileira. Desse total, cerca de 80% em tecnologia alinha com futuras tendências do setor de contact center”.

Se a crise não afetou a AlmavivA do Brasil, outras empresas foram atingidas e, para Renzetti, dependem da aprovação da Lei da Terceirização para conseguirem segurança jurídica. “Essa medida, seguramente, ajustará em grande parte os desequilíbrios econômicos provocados pela crise. Evidentemente, além disso, temos de seguir criando ofertas para que as empresas possam desenvolver mais e melhor o seu relacionamento com o mercado e a fidelidade de seus consumidores”.

O Brasil se tornou um dos principais mercados para a AlmavivA, a empresa quer continuar crescendo por aqui e o investimento de R$ 40 milhões nos próximos anos demonstra isso. Para manter esse crescimento, a empresa apostará no aperfeiçoamento e inovação de processos e da formação de pessoas, além de novos modelos comerciais variáveis e no desenvolvimento de novas tendências digitais.

Para este ano, o crescimento da receita bruta deve chegar aos 13,5%.

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